Blog sobre tecnologia em geral, com ênfase em software livre, desenvolvimento de software em Python, projetos envolvendo Arduino e eletrônica, Coding Dojo e metodologias ágeis de desenvolvimento de software.
Nos próximos meses estarei em diversas cidades do Brasil (atualmente sou um
nômade digital)
ministrando cursos de introdução ao Arduino, onde ensino programação e
eletrônica para quem quer criar projetos interativos, de automação e robótica.
Comecei com o Curso de Arduino em 2011 e tomei essa iniciativa por
sugestão de meu amigo Jon "maddog" Hall e porque o público de minhas
palestras de divulgação do Arduino sempre perguntava "como
aprender programação e eletrônica?".
A iniciativa deu tão certo que desde então já ensinei a centenas de pessoas
a dar seus primeiros passos em robótica, em diversas cidades do Brasil (e até
fora dele!). É muito gratificante ver os alunos fazendo os projetos (veja as
fotos) e dando um feedback bastante positivo com relação à
didática utilizada nas aulas. Segue a agenda das próximas turmas:
O TransLAB é um laboratório que tem como objetivo estimular a
inovação social e tem vários projetos super legais rolando lá dentro!
Belo Horizonte
BH é outra cidade que está no meu coração! Já fiz o curso diversas vezes em
parceria com o Guajajaras Coworking, um espaço sensacional - na
minha opinião, um dos melhores espaços de coworking do Brasil. A próxima turma
em BH será especial: acontecerá no Guaja Casa (primeiro
café-coworking do Brasil - Avenida Afonso Pena, 2881) e no FAZ
Makerspace (Rua Santa Rita Durão, 143); além disso, a
Eletrogate irá fornecer Kits Arduino com desconto para os alunos!
A primeira turma aconteceu na cidade do Rio de Janeiro e é a cidade em que eu
tenho maior demanda de cursos (não só sobre Arduino, mas também
sobre Python, Git e outras coisas legais). Lá a minha parceria
é com a EDX Coworking, empresa já conhecida da comunidade de software
livre por conta das contribuições com o Libre Office - a
EDX é meu escritório favorito quando estou no Rio.
Já venho há algum tempo trabalhando na biblitoeca rows, que facilita
demais o acesso a dados tabulares, não importa o formato do arquivo (CSV,
XLS, XLSX, HTML, dentre outros). No último sábado (30 de abril) fiz uma
palestra no encontro PythOnRio sobre o projeto e a galera se
amarrou! Além da biblioteca, também mostrei como usar a command-line
interface, que uso diariamente para pequenas análises e conversão de dados.
Many people in the data science field use the parquet
format to store tabular data, as it's the default format used
by Apache Spark -- an efficient data storage format for
analytics. The problem is: the format is binary (you can't just open it with
your preferred code editor) and there's no such a good Python library to read
-- not until today!
I found a Python library called parquet-python on GitHub
but it's hard to use, doesn't have one code example, was not available on
PyPI and it looks like it's not maintained anymore. So I decided to
implement a parquet plugin (read-only) for my library
rows: it uses the parquet-python
library under the hood (I needed to upload it to PyPI so you
can install it easly) and exposes the data in a pretty simple, pythonic way.
Installation
I didn't realese the rows version with this plugin yet, so you need to grab the
most recent rows version by running:
Then you can use rows.import_from_parquet(filename) in your programs! \o/
Python Example
A quick Python code example:
import rows
table = rows.import_from_parquet('myfile.parquet')
for row in table:
print row # access fields values with `rows.field_name`
Note that the current implementation is not optimized (for example, it'll
put everything into memory) but at least you can extract desired data and then
convert to a more friendly format easily.
Converting Parquet to Other Formats with rows' CLI
You can convert Parquet files to many tabular formats (like CSV) by using
the rows's command-line interface, so you don't need to code.
Install the rows CLI by running:
pip install rows[cli]
Now convert the parquet file:
rows convert myfile.parquet myfile.csv # yes, simple like this!
You can replace csv with any other supported format (the list is always
growing!), such as: txt, html, xls, xlsx and sqlite.
If your file is small enough you can actually see it without needing to save
the output to another file by using the print subcommand:
rows print myfile.parquet # will extract, convert and print data as text
And you can actually query data as in SQL (this CLI is awesome!), for example:
I really like the dd-wrt router operating system: I can install it on
cheap routers (starting from 27 USD, as TP-Link
WR741ND) to have a great Web configuration interface
and performance (way better than general factory software).
I'm always looking for new router models to check if they're supported by
dd-wrt and to compare prices/hardware specs (as I'm always buying new
routers to help some friends with their Wi-Fi networks). The problem is:
dd-wrt's website usability is not that good, specially the router
database search. As I prefer to use my terminal instead of
the Web browser, I've created a command-line tool to deal with it: it's called
ddwrtdb and the code is available at my GitHub
account!
That's it! Now run ddwrtdb --help to see the available commands (it's pretty
intuitive). You can also check out the project' README for
command examples.
This simple command-line tool (< 200 lines of Python code) was created using
these awesome libraries:
click, to easily create a beautiful command-line interface;
lxml, to use XPath in order to parse HTML more easily;
requests, to make HTTP requests to dd-wrt's website;
rows, to automatically extract tables from HTML and to export data to
any tabular format.
O conteúdo desse artigo está disponível também em vídeo:
Alguns dos usuários da minha biblioteca rows me pediram funcionalidades
de detecção de encoding e tipo de
arquivo, então comecei a procurar alguma biblioteca
Python simples e rápida que desse conta dessa tarefa. O problema:
encontrei muitas bibliotecas e nenhuma delas me atraiu
por alguns dos seguintes motivos:
Não estava disponível no Debian (se eu usasse o pacote rows no
Debian iria quebrar);
Não estava sendo mantida atualmente;
Não funcionava corretamente.
Então percebi que não existe uma "solução de ouro" para esse problema em
Python. Muitos pythonistas usam a biblioteca chardet, mas ela
detecta muitas vezes com erros e é razoavelmente lenta (principalmente se
você precisar fazer a detecção enquanto um usuário aguarda a resposta através
de uma chamada de API via HTTP) -- veja mais detalhes sobre isso no
vídeo.
Então, eu pensei: por que não usar o programa file, que já
é bastante conhecido por hackers do mundo UNIX, é rápido e muito mais assertivo
que todas as outras opções? Para minha surpresa não existia um bom binding de
Python para a libmagic (algumas bibliotecas rodavam o comandofile mas
isso não era uma opção para mim pois dependia de mais um pacote do sistema e
não era uma solução muito portável).
Fiquei muito feliz de poder colaborar com um software importante e que eu uso
desde de meus primeiros passos no mundo GNU/Linux (2003? 2004?)! Durante minha
busca eu descobri que o primeiro commit da versão livre do file é de 1987
(eu tinha menos de 4 meses de idade!) -- e o software ainda é mantido hoje.
Agora todos podemos usar binding oficial do file para
Python: a nova biblioteca é chamada file-magic e pode ser
instalada executando:
pip install file-magic
Ela disponibiliza várias funções e atributos, mas as mais importantes são bem
simples e intuitivas: elas retornam uma namedtuple com os
resultados da detecção. Vamos ao código!
>>> import magic
>>> # Você pode especificar diretamente um nome de arquivo
>>> filename_detected = magic.detect_from_filename('turicas.jpg')
>>> print(filename_detected)
FileMagic(mime_type='image/jpeg', encoding='binary',
name='JPEG image data, JFIF standard 1.02, aspect ratio, density 1x1, segment length 16, progressive, precision 8, 842x842, frames 3')
>>> # E você pode acessar os atributos da `namedtuple`:
>>> print(filename_detected.mime_type)
image/jpeg
# E se você já tem o conteúdo do arquivo em memória:
>>> with open('data.html') as fobj:
... data = fobj.read()
>>> content_detected = magic.detect_from_content(data)
>>> print(content_detected)
FileMagic(mime_type='text/html', encoding='utf-8',
name='HTML document, UTF-8 Unicode text')
>>> print(content_detected.encoding)
utf-8
Algumas coisas ainda precisam ser melhoradas (como a documentação, rodar os
testes em outras plataformas etc.), porém a biblioteca já pode ser instalada
através do pip, é rápida e precisa. :-)
Para quem não conhece, NuBank é um cartão de crédito que não te
cobra anuidade e tem um ótimo atendimento, além de um aplicativo para
celular bastante fácil de usar (é sua única interface com eles). Em resumo:
eles estão fazendo o que em geral os bancos não fazem e estão lucrando com
isso! Já faz alguns meses que estou usando e recomendo! Se quiser saber mais
detalhes acesse a página deles.
Problemas
O NuBank, apesar de muito bom, para mim poderia melhorar em alguns
detalhes:
Ainda não dá para transferir as milhas do cartão para compra de passagens
aéreas;
Ainda não consigo colocar o pagamento da fatura como débito automático no
Banco do Brasil (parece que só está disponível para Santander);
É chato ter que usar o PDF da fatura para conferir meus gastos.
Quando estou no Brasil tento usar o NuBank para todas as compras,
pois isso facilita muito o controle dos meus gastos - caso não concorde que
gastar no cartão é melhor para ter o controle dos gastos então leia o
adendo (quando estou fora evito usar o cartão de crédito pois o IOF
para compras internacionais é de 6,38%). Porém, como a fatura vem por email
em PDF e não dá pra exportar para outros formatos pelo aplicativo, torna-se
trabalhoso (e chato) demais o processo de jogar os gastos para minha planilha
financeira pessoal e conferí-los. Como adoro programar e programar é, em
resumo, automatizar coisas, resolvi criar um software para fazer a conversão da
fatura do NuBank PDF para CSV (que antes eu fazia manualmente). :D
O arquivo na segunda linha é faturas.html (com "s") mesmo -- esse arquivo é
gerado pelo pdftohtml (junto com outros) depois da conversão. Você pode
deletar os arquivos gerados pelo pdftohtml depois disso. Esse comando não
segue bem a filosofia do UNIX e é bem inflexível (não dá
pra especificar o nome do arquivo de saída, por exemplo). :-/
Uma coisa legal do script é que ele já junta as entradas relacionadas a IOF com
o gasto que gerou o IOF, facilitando bastante meu controle! :D
Convertendo o CSV para Outro Formato
Se você tem a command-line interface da biblioteca rows instalada
(pip install rows ou apt-get install rows) você também pode converter o CSV
para diversos outros formatos, como XLS, XLSX, JSON, SQLite, HTML e TXT. Para
converter, basta rodar:
rows convert fatura-lindona.csv fatura.xls
Caso queira outro formato em vez de XLS, basta trocar "xls" ali pela extensão
desejada que o software é esperto o suficiente para identificar. :)
Adendo: Controle das Contas
Muita gente prefere evitar o uso do cartão de crédito para ter mais controle
das contas (já vi muitos conselhos vindos de profissionais do ramo financeiro
sobre evitar o uso do cartão). Eu prefiro usar o cartão sempre que possível
(quando estou no Brasil) pois quando gasto em dinheiro em geral esqueço
facilmente com o que gastei (e eu gosto de saber com o que gastei meu
dinheiro - essa é a primeira ação para conseguir manter uma vida financeira
saudável).
Muita gente se assusta quando eu digo isso porque a maior parte das pessoas que
usa o cartão de crédito tem "uma surpresa" quando chega a fatura. Eu nunca
tenho surpresas pois:
Na planilha onde controlo meus ganhos e gastos já tenho estimativas de
entrada e saída para os próximos meses;
Duas vezes por semana vejo pelo aplicativo do NuBank o que gastei
nos últimos dias e lanço na planilha do próximo mês (que é quando terei que
pagar a fatura); e
Quando a fatura chega eu a converto para CSV, abro no
LibreOffice e confiro se está de acordo com o que lancei na
minha planilha financeira anteriormente.
Com esses simples passos eu sei exatamente o valor da fatura que virá e
tenho como me conter caso esteja gastando demais!
Is not available on Debian to install as a package (it's important so people
can install rows and its dependencies using pip or apt-get),
Is not maintained anymore, or
Have some missing feature.
None seemed to be the de-facto way to do it in Python (I think pythonistas do
it in many ways). Many pythonistas use the chardet library but its
results are wrong sometimes and it's pretty slow (specially if you need to
detect during an API HTTP request, while the client is waiting).
So, I thought: why not use the file software, which is well
known by all UNIX hackers, faster and most accurate than all the other
solutions I know? To my surprise there was not such a good Python binding for
file on PyPI (and calling it as a child process was
not and option since it would add one more system-dependant package, not
detectable during a pip install if missing and would also turn this solution
less portable). Then, searching on its repository I found a
simple Python wrapper, which was not available on
PyPI at that time and was not that pythonic as I
expected.
The Solution
Since it's free/libre software, I've created an issue on file bug
tracker to solve the problem and Christos Zoulas (the
current maintainer) asked for a patch, which I
implemented, sent and was accepted. I'm pretty happy I can
contribute to a software I've been using since my earlier times on GNU/Linux
(2003? 2004?). During this process I found that the first commit on the
free/libre file (which every GNU/Linux distribution and BSD
flavor uses) implementation was done when I was less than 4 months old (!)
-- and it's still maintained today.
Now you can use the official file Python binding: the
new library is called file-magic and can be installed by running:
pip install file-magic
It provides some methods and attributes but the most important are pretty
simple and intuitive to use: they return a namedtuple with the
data you want! Let's take a tour through an example:
>>> import magic
>>> # You can pass the filename and it'll open the file for you:
>>> filename_detected = magic.detect_from_filename('turicas.jpg')
>>> print filename_detected
FileMagic(mime_type='image/jpeg', encoding='binary',
name='JPEG image data, JFIF standard 1.02, aspect ratio, density 1x1, segment length 16, progressive, precision 8, 842x842, frames 3')
>>> # It's a `namedtuple` so you can access the attributes directly:
>>> print filename_detected.mime_type
image/jpeg
# If you have the file contents already, just use `detect_from_content`:
>>> with open('data.html') as fobj:
... data = fobj.read()
>>> content_detected = magic.detect_from_content(data)
>>> print content_detected
FileMagic(mime_type='text/html', encoding='utf-8',
name='HTML document, UTF-8 Unicode text')
>>> print content_detected.encoding
utf-8
There are still some things to be improved (like running tests in other
platforms -- including Python 3) but it's pip-installable and usable now, so we
can benefit from it. Feel free to contribute. :)
No último fim de semana de agosto tive o prazer de participar do
UaiPython: o maior evento sobre a linguagem
Python do estado de Minas! Foi muito bom poder encontrar o pessoal e
ainda palestrar lá; sempre gostei de Minas por conta do povo ser super gente
boa, ter comidas super deliciosas... e agora uma comunidade Python
super forte! o/
As palestras que mais curti foram a da Júlia Rizza que falou
sobre o web2py (framework que fiz algumas contribuições há uns 6
anos) - eu não o utilizo mais, porém o trabalho de divulgação/documentação que
a Júlia está fazendo é fantástico! - e do Ervilis
Viana (meu colega de trabalho na equipe de backend da
Onyo e um dos organizadores do evento) que falou sobre a importância
das comunidades de desenvolvimento de software em uma lightning
talk (palestras de 5 minutos que são tradição nos eventos de
Python). E fica aqui a ênfase: o importante são as pessoas e é
por isso que as melhores partes dos eventos são as conversas de corredor, as
trocas de ideias na mesa do restaurante durante o almoço ou do bar durante a
cerveja pós-evento (essa última costuma ser a opção mais divertida ;-).
E por falar em pessoas: estamos contratando aqui na Onyo! Se você é
competente e tem experiência com desenvolvimento backend em Python
ou frontend e já trabalha remotamente, então entre em contato consco agora
mesmo!
Minha Palestra
Eu particularmente gostei bastante de ter feito essa palestra: não só porque
achei que consegui me expressar bem, mas porque o tema é algo que curto
bastante e porque o processo de fazer a palestra me gerou bastante aprendizado:
durante o evento eu lancei a versão 0.1.0 da biblioteca rows, um
projeto que já venho trabalhando há algum tempo e acabei dando um gás para
lançar publicamente durante a palestra.
O pessoal da Silex Sistemas filmou minha palestra, que pode ser vista
no YouTube (porém tivemos alguns problemas de sincronismo e nem todo o conteúdo
está online -- quando corrigirem o vídeo eu atualizarei aqui).
Se você precisa trabalhar/converter dados tabulares, independente do formato em
que eles estejam, então rows foi feita pensando em você! Para começar a
brincar, instale a versão disponível no PyPI:
Além de uma biblioteca que você pode usar em seus programas Python, o
pacote possui uma command-line interface que facilita ainda mais quando você
quer apenas converter dados. Aprenda mais sobre a biblioteca
rows em seu README e veja os exemplos de uso.
Pessoas
Como eu comentei: o importante [nos eventos] são as pessoas. As palestras
conseguimos assistir depois, via Internet; o conteúdo das palestras conseguimos
aprender depois (basta saber por quais palavras-chave procurar); os
pães-de-queijo conseguimos comprar depois; reunir todas essas pessoas novamente
talvez não seja tão fácil assim quanto as outras coisas que acontecem nos
eventos. Inclusive, eu tenho costume de não ir às palestras justamente para
tentar aproveitar o momento para conhecer as pessoas e reencontrar os já
conhecidos.
E falando das pessoas, coisas legais que aconteceram lá:
Tive contato (em alguns casos pela primeira vez) com algumas pessoas que
revelaram que começaram a programar por minha causa: desde a época em que
eu usava Windows e tinha um canal de mIRC Scripting (há mais de 12
anos atrás!), até mais recentemente com vídeos de minhas palestras sobre
Python e Arduino. Fiquei bastante orgulhoso ao
saber disso! :D
Python Brasil
Aproveitando o assunto: caso você tenha interesse em Pythonsugiro
foretemente participar da PythonBrasil: é o maior evento nacional
sobre a linguagem! Eu estarei lá (vou anualmente desde 2009), porém dessa vez
não submeti palestra: resolvi enviar proposta de um tutorial sobre captura de
dados com Python (você pode me ajudar votando para que ele seja
aceito no evento ;-) -- os tutoriais serão totalmente gratuitos.
Até novembro em São José dos Campos e happy hacking! o/
O simples fato de você usar muito o teclado, independente de sua profissão, já
é um bom sinal de que você deveria aprender a usá-lo melhor, como você
provavelmente faria com qualquer outra ferramenta de trabalho -- não basta ter
boas ferramentas, temos que saber utilizá-las eficientemente (programadores,
aprendam a digitar!).
Esse artigo é longo e poderia ser resumido na seguinte frase:
Digitar bem é questão de técnica e prática (um bom teclado também ajuda).
Mas se você quer realmente entender como digitar mais rápido e melhor, além de
saber alguns detalhes maneiros ("cultura inútil"?), continue lendo as 5 dicas
a seguir. :-)
Dica #1: Use os DEZ Dedos
Para começar, que tal usar toda a capacidade que você tem? ;-) Não usar os 10
dedos para digitar é como ocupar só parte dos leitos disponíveis de um hospital
quando existem pacientes suficientes para ocupar todos. Não subutilize
sua capacidade!
A posição correta dos dedos segue ilustrada:
Norman Saksvig já sabia disso em 1.947
Foto por Crossett Library
Por padrão, você apoia seus dedos (com exceção dos dedões) na fileira
principal, que é a que tem as letras "asdfghjklç" em um teclado padrão
ABNT2 (falarei mais sobre o layout do teclado abaixo).
O dedo indicador é o único que toca duas teclas para a mesma fileira: o
esquerdo toca as teclas "f" e "g" (fica "estacionado" na "f") e o direito toca
"j" e "h" (fica "estacionado" na "j").
Dica #2: Não Olhe Para o Teclado
Confesso que fico inquieto quando vejo alguém "catando milho" (olhando para o
teclado em busca da tecla desejada). O contrário de "catar milho" é
"datilografar" (touch typing, em Inglês) e é
isso que você precisa aprender! :-D
A razão da catação de milho é o desconhecimento sobre a posição das teclas e
para contornar isso, segue uma dica infalível:
As teclas "f" e "j", onde você deve estacionar seus dedos indicadores, possuem
ranhuras.
Tateando o teclado você consegue identificar onde colocar os dedos indicadores
e, a partir da imagem da dica 1, você consegue posicionar os outros dedos
também
(existem até alguns adesivos que aumentam a ranhura para
facilitar encontrar essas teclas, que são chamadas de home keys).
Com isso, você consegue digitar todas as teclas da fileira principal sem
olhar, bastando decorar a ordem das teclas e seus respectivos dedos.
Para as demais fileiras, basta deslocar os dedos para cima e para baixo: dessa
forma, o dedo mindinho esquerdo digitará as teclas "a" na fileira principal,
"q" na fileira acima e "z" na fileira abaixo.
Como você pode perceber na foto acima, meu teclado não possui letras impressas
-- não tê-las também ajuda bastante a não olhar para o teclado! ;-)
Os teclados físicos de celular (alguém lembra deles?) seguem a mesma lógica com
relação a ranhuras (que também são bem úteis para cegos).
Ranhura na tecla "5" de um Nokia 3120
A tecla 5 também funciona como home key nos numpads, os teclados
numéricos:
Ranhura na tecla "5" de um teclado numérico
No teclado numérico o dedo médio fica na tecla "5", o indicador na "4" e o
anelar na "6". O "0" é digitado com o polegar, os sinais à direita com o mínimo
e as demais teclas são digitadas deslocando-se os três dedos principais
(indicador, médio e anelar).
Dica #3: Use um Bom Teclado
Saber digitar bem usando um teclado ruim não é algo prazeroso. Porém, definir se
uma característica é boa ou ruim depende de cada um, é algo pessoal. Seguem as
minhas preferências:
Características Desejáveis
Teclas bem separadas
Teclas ligeiramente côncavas
Teclas não tão pequenas (depende do tamanho de seu dedo)
Resposta boa (é o feedback que o teclado te dá ao apertar uma tecla -- o meu
DasKeyboard, por exemplo, faz um "click")
"Fn" à esquerda de "Ctrl" e com variações de tamanho entre as teclas
modificadoras ("Ctrl", "Win/Super", "Alt")
Setas, "Page Up" e "Page Down" em tamanho minúsculo
"Esc" e "Fn"s minúsculos
"Fn"s invertidos com funções multimídia
"Insert", "Delete", "Home" e "End" minúsculos e fora do posicionamento
original ("Home" acima de "End", "Insert" acima de "Delete" e "Home" à
direita de "Insert"); "Page Up" e "Page Down" também não estão nesse "grupo"
O teclado em questão é, ironicamente, também de um notebook Lenovo: dessa vez é
de um Thinkpad.
Dica #4: Escolha um Bom Layout
Quem não usou PCs na década de 90 talvez não saiba que usamos layouts diferentes
do (agora) onipresente ABNT2. O ABNT2 é só um dos diversos outros layouts
possíveis e a boa notícia é que, independente do hardware do seu
teclado, você pode trocar o layout através de uma configuração de software.
Obviamente, teclados já vem de fábrica com etiquetas nas teclas seguindo algum
layout, mas você pode configurar seu sistema para identificar as teclas de forma
diferente (isso só é ruim para quem cata milho ;-).
Há alguns anos usei o layout Dvorak por algumas semanas e gostei
bastante (um dia pretendo voltar a usá-lo), daí resolvi trocar as teclas de
posição (só pra assustar quem tentava digitar nele ;-). Repare que nesse layout:
Das letras, as únicas que não foram trocadas (vindo de um layout ABNT2) são
"a" e "m"
Todas as vogais são acessadas diretamente através da mão esquerda, sem
precisar mudar de fileira (todas na fileira principal)
As home keys são as letras "u" e "h" (e não "f" e "j") e, por isso, fiz
ranhuras nelas com um ferro de solda
Repare também que raspei o símbolo do Windows das duas teclas "Super". :-D
Usar um teclado com layout Dvorak foi uma experiência incrível: digitar é algo
bastante natural para mim, mas quando me deparei com o Dvorak eu sabia apenas as
posições das teclas "a" e "m" -- me senti inútil. Tive que reaprender a
datilografar (achei mais difícil que aprender uma língua nova).
Eu cheguei a digitar em uma velocidade aceitável nele em 2010, mas na época
ficava com Dvorak no desktop e ABNT2 no notebook, que me causou bastante
confusão mental e me fez voltar 100% para o ABNT2 porque precisei de um pouco
mais de produtividade naquele momento.
Mesmo não usando mais o Dvorak, recomendo fortemente testá-lo: ele foi criado
na década de 20 por August Dvorak e é bem mais ergonômico e
eficiente que um teclado ABNT2/QWERTY.
Layouts Personalizados
Além dos layouts pré-definidos, você pode fazer alterações em seu próprio layout
também -- por exemplo, conheço desenvolvedores de software que:
Invertem o "caps lock" com o "ctrl" (preferem não usar "caps lock")
Invertem a ação do "shift" nas teclas numéricas ("!" é feito naturalmente e
"1" é feito segurando "shift")
De nada adianta saber toda essa teoria se você não pratica. Corrigir-se para
usar os dedos corretos e fazer pequenos exercícios ajuda bastante no processo.
Uma forma bastante divertida e eficiente de treinar é usar o site
TypeRacer, onde você consegue medir sua velocidade de digitação e ainda
pode convidar amigos para "correr" contigo; dá pra ver sua evolução também
através de um gráfico com o histórico de suas velocidades. Minha média no
TypeRacer é de 82 palavras por minuto (WPM).
Se você fez um teste lá e acha 82 WPM um número alto, veja só esse vídeo:
As hackathons ("maratonas hacker"), também conhecidas como
hack days, hack fests ou code fests são maratonas que envolvem
desenvolvimento de algum software, em geral sobre um tema específico e com
alguma premiação ao final. Em geral os grupos participantes possuem
desenvolvedores de software, designers e administradores, remetendo à equipe de
uma pequena empresa. Muitas hackathons visam resolver algum problema ou mesmo
fomentar a criação de empresas startups na área-tema.
Desde que conheci o conceito gostei bastante, afinal é uma forma de incentivo a
desenvolvimento de aplicativos inovadores, em geral com algum cunho social.
Mesmo os grupos que não são premiados desenvolvem algum aplicativo, que pode ser
útil ou até mesmo se tornar um negócio no futuro. Tenho visto várias hackathons
relacionadas a dados
abertos,
que é um tema super interessante e, na minha visão, pode mudar a forma sobre
como vivemos em sociedade.
Recentemente fui convidado pela organização do SESI Cultura Digital a
ser tutor da Hackathon SESI Cultura Digital 2014, uma maratona
com prêmios de R$ 20.000, R$ 10.000 e R$ 5.000 para os melhores
projetos, podendo ser feitos por grupos de 3 a 5 pessoas. O objetivo dessa
hackathon é fomentar o desenvolvimento de soluções ambientais para o estado do
Rio de Janeiro, nos seguintes eixos temáticos:
Se você tem interesse, se inscreve logo pois as inscrições vão somente até dia
18 de outubro! Cada grupo participante receberá um Kit Arduino! o/
A minha tutoria será na área de fontes de dados relacionadas a monitoramento do
ar e qualidade da água. Além da hackathon, o evento contará com
várias outras atrações, como palestras e oficinas (também serei tutor de duas
oficias de Arduino, que já estão lotadas!).
Os grupos terão dois dias (23 e 24 de outubro) para desenvolver um protótipo e
terão de apresentá-los a uma banca avaliadora no dia 25. Durante os dias 23 e 24
serão feitas diversas apresentações para facilitar o trabalho dos grupos, bem
como várias tutores estarão disponíveis para tirar dúvidas e colaborar no
desenvolvimento dos protótipos.
Que tal participar? Curtiu a ideia? Compartilhe com seus amigos! :-)
Já faz algum tempo que eu gostaria de fazer o Curso de Arduino em Belo
Horizonte - adoro Minas (estou sempre por lá) e sempre tem mineiros me
perguntando sobre o curso. Então, chegou o momento: estão
abertas as inscrições para turma do Curso de Arduino em BH! \o/
A primeira turma de BH acontecerá em dois sábados, dias 20 e 27 de setembro,
das 10 às 19 horas (com 1h de intervalo para almoço), totalizando
16 horas de aula.
Se você tem interesse, corre porque a procura está grande: recebi centenas
de e-mails perguntando por essa turma! Só temos 16 vagas e já temos 50% da turma
inscrita (abrimos as inscrições há apenas 5 dias). O valor da inscrição é de
R$ 450,00, que podem ser pagos em até 12x usando o PagSeguro. Inscreva-se
já no Curso de Arduino em BH.
Vou aproveitar o tempo em Minas e tentar participar de um pyBHar, o
encontro dos pythonistas mineiros! ;-)
Muitas das vezes que precisamos persistir dados chave-valor optamos por
utilizar bases de dados focados somente em armazenar esse tipo de dado: as
chamadas key-value stores, como por exemplo Riak, Redis e
Memcached (esse último, persiste apenas em memória).
Porém, adicionar mais um software/serviço em uma aplicação trás mais trabalho
para a equipe (deployment, manutenção) e maior possibilidade de falhas (não
somente de segurança, mas relacionadas a lentidão e downtime também).
Caso você já tenha o MongoDB rodando em sua infraestrutura e
necessite de uma key-value store, você poderá utilizar a
biblioteca Python mongodict, que desenvolvi em julho de 2012
para aproveitar a infra já disponível e, ao mesmo tempo, poder utilizar os
dados persistidos com facilidade.
Dicionários no MongoDB
Desenvolvedores Python são hash-addicted (rá!) - usamos muito os
dicionários, para tudo (às vezes até excessivamente). Meu objetivo ao
desenvolver o mongodict foi justamente aproveitar a interface que
já conhecemos de dicionários (dict[chave] = valor) para persistir os dados no
MongoDB sem precisar utilizar uma API diferente da que já estamos
acostumados.
A biblioteca é bem simples: existe apenas uma classe MongoDict dentro do
módulo. Aprenda com exemplos:
from mongodict import MongoDict
# Cria uma instância do "dicionário", já conectando no mongod
# Argumentos `host`, `port`, `database` e `collection` são opcionais
mydict = MongoDict()
mydict['answer'] = 42
print(mydict['answer']) # 42
print('answer' in mydict) # True
del mydict['answer']
print('answer' in mydict) # False
mydict.update({'spam': 'eggs', 'ham': 'damn'})
for key, value in mydict.items():
print('{} = {}'.format(key, value))
# ham = damn
# spam = eggs
O mongodict utiliza a biblioteca pickle para
serializar/desserializar os dados (apenas os valores, não as chaves), portanto,
qualquer dado que puder ser serializado com a pickle poderá ser
salvo.
Porém, em alguns casos é desejável alterar o serializador. Digamos, por
exemplo, que eu esteja salvando o conteúdo de arquivos HTML e queira
compactá-los para economizar espaço em meu servidor - daí basta passar o
parâmetro codec:
from zlib import compress, decompress
from urllib import urlopen
from mongodict import MongoDict
mydict = MongoDict(codec=(compress, decompress))
url = 'http://www.CursoDeArduino.com.br/'
mydict['curso-de-arduino'] = urlopen(url).read()
print(mydict['curso-de-arduino'])
# <... imprime o HTML da página ...>
Nesse caso, se conectarmos no MongoDB diretamente podemos ver o tamanho
armazenado lá:
Caso o valor de uma das chaves seja um objeto mutável (por exemplo: uma lista),
lembre-se que alterar o objeto recuperado do MongoDict não irá
atualizá-lo no banco (pois ele fica em memória e é um objeto Python nativo).
Por exemplo:
Para autenticar-se no servidor MongoDB, utilize o parâmetro auth:
from mongodict import MongoDict
mydict = MongoDict(auth=('user', 'myprecious'))
Dica Bônus
Caso você ache chato ter que acessar mydict['chave'] e prefira
mydict.chave, utilize a biblioteca attrdict. Instale-a a partir
do PyPI:
pip install attrdict
E para usar, é bem fácil:
from attrdict import AttrDict
from mongodict import MongoDict
mydict = AttrDict(MongoDict())
mydict.answer = 42
mydict.question = '?'
print('Answer to "{question}" = {answer}'.format(**mydict))
Você só conseguirá acessar como atributo o primeiro nível, ou seja,
mydict.chave.outra_chave não funcionará (utilize
mydict.chave['outra_chave']).
Contribuindo
Caso queira contribuir, acesse o
issue tracker do mongodict no GitHub. Fique à vontade
para relatar bugs, sugerir funcionalidades e enviar pull requests! =)
Há algumas semanas instalei o Debian
testing em um notebook, porém tive
problemas para fazer funcionar o plugin do Google
Hangout, que costumo
usar bastante para reuniões online, pois trabalho remotamente. Após a
instalação do plugin (que é um pacote .deb disponível no site deles) e
reiniciar o navegador, ele não consegue identificar que o plugin está instalado
e, com isso, não consigo entrar nos hangouts.
Depois de procurar bastante, descobri em uma thread no Google Groups dos
produtos da
Google e
consegui resolver o problema! Parece que o problema estava relacionado a
conflitos com os pacotes libudev0 e libcairo2. Para resolver, basta
executar os seguintes comandos:
Já faço turmas do Curso de
Arduino há bastante tempo e uma das coisas
que meus alunos sempre perguntam é quando haverá uma turma com foco avançado,
para quem já conhece o Arduino e quer ir direto para
aplicações mais complexas, otimizações etc. Para suprir essa necessidade, criei
uma ementa focada no desenvolvimento e otimização de software para Arduino e a
primeira turma acontecerá no Rio de Janeiro em fevereiro! \o/
Seguem as informações:
Local: EDX Treinamentos, Av. Rio Branco, 124 (Centro, Rio de Janeiro)
Dias 8 e 15 de fevereiro de 10 às 19h (carga horária total: 16 horas)
Já temos inscritos e no momento apenas 5 vagas estão disponíveis. Corre lá!
o/
Para quem está interessado em aprender sobre Arduino, temos também turmas para
o Curso de Arduino básico, que acontecerá
no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
E saindo um pouco da linha do Arduino: para quem está interessado em aprender a
desenvolver software usando a linguagem Python, já
estão abertas as inscrições para o
Curso de Python, que acontecerá em março e abril
(22, 29 de março e 05 de abril) no Rio de Janeiro.
Hoje embarquei para Belém/PA pois amanhã começa o V Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico (CONSEGI), evento de software livre do Governo para o Governo, organizado e patrocinado por instituições públicas. O CONSEGI é um dos maiores eventos de software livre da América Latina: a edição desse ano já tem mais de 4.300 inscritos, que é mais ou menos a quantidade de inscritos da Latinoware. A primeira vez que fui no CONSEGI foi em 2010 (em Brasília) e nesse ano fui convidado novamente pelo Giuseppe Romagnoli.
Mas nem tudo são flores na vida de Álvaro Justen: apesar de ter chegado cedo no aeroporto, o nome que estava na passagem era de um tal de "Mr. Álvaro Turicas". Sim, muita gente acha que Turicas é meu sobrenome, mas não é: é só o meu nickname. A atendente da TAM me disse que "não é permitido nome artístico" e eu iria perder a passagem só porque meu nome não estava correto no bilhete. Eles queriam que eu comprasse uma nova passagem por mais de R$1.200,00, mesmo eu mostrando que o PDF do e-ticket foi para meu e-mail, emitido com os números da minha identidade e CPF e eu tinha como provar eu era esse tal de Turicas (era só mostrar meu Twitter no celular).
Bilhete do Mr. Turicas
Felizmente consegui resolver o problema e cheguei em Belém sem precisar pagar nada a mais por isso e minhas atividades no CONSEGI serão:
Andre, Diego e eu trouxemos vários projetos que desenvolvemos juntos, incluindo a famosa Luminária RGB controlada por Wi-Fi, para demonstrar durante o showroom - a ideia é que os projetos fiquem expostos e a galera possa brincar e tirar dúvidas. Saiu até uma reportagem na INFO Online sobre isso!
Como é minha primeira vez em Belém (e primeira vez no Norte do Brasil), pretendo tirar alguns horários para fazer turismo por aqui, conhecer os pontos turísticos (vi fotos de belas paisagens) e a culinária da região - não vai dar pra aproveitar totalmente porque não gosto de peixe, mas com certeza levarei vários bombons de cupuaçu para Niterói! ;-)
Para quem não sabe, nesse ano estou organizando a PythonBrasil[8] - evento que acontecerá de 21 a 24 de novembro (semana que vem!) no Rio de Janeiro - (juntamente com a Tatiana Al-Chueyr), mas não é por isso que algumas de minhas propostas de palestras foram aceitas ;-) O processo de seleção foi feito por votação (os inscritos no evento votaram nas palestras de interesse) e a organização do evento limitou em 2 palestras por palestrante, 1 tutorial por palestrante e 1 palestra no evento sobre um assunto em específico. Submeti 4 propostas de palestra e uma de tutorial . Tive duas palestras e um tutorial aprovados, sendo:
Se você ainda não se inscreveu no evento, ainda dá tempo! Somente quem pagou terá a vaga garantida, então se você ainda não pagou sua inscrição, faça isso o quanto antes! Lembrando que não é necessário se inscrever no evento para fazer os tutoriais, basta pagar a inscrição no tutorial à parte: para quem já está inscrito no evento, basta se inscrever no tutorial pelo site e levar 1kg de alimento não perecível (exceto sal) por tutorial; para quem não quer se inscrever no evento (não sabe o que vai perder), o valor por tutorial é de R$ 35,00, com descontos progressivos (2 tutoriais = R$ 65,00, 3 tutoriais = R$ 90,00, 4 tutoriais = R$ 100,00).
Fiquei feliz (e um pouco transtornado, ao mesmo tempo) porque recebemos muitas propostas muito boas de palestras e tutoriais! Deu até pena não aprovar algumas, mas não tempos tempo infinito. O problema é escolher qual palestra não assistir durante o evento, pois teremos 4 palestras ocorrendo ao mesmo tempo! Serão, no total, 48 palestras de 30 minutos e 6 keynotes de 1h cada, além de 12 tutoriais de 4h.
Das minhas atividades aprovadas, eu já ministrei essas duas palestras na Latinoware 2012 então, exceto por algumas atualizações/correções, serão bem parecidas (caso você tenha assistido lá); no tutorial levarei vários Arduinos pra galera brincar de controlá-los e fazer aquisição de dados utilizando Python. :-) Lembrando: os alunos devem levar seus próprios notebooks (e ter os pacotes pyserial e ipython já instalados).
Apesar de eu trabalhar com desenvolvimento de software, adoro brincar com alguns softwares de artes gráficas livres: os meus preferidos são o GIMP e Inkscape.
Eu não me considero criativo, então acabo utilizando esses softwares mais para retoques, alinhamentos e coisas do tipo -- afinal, não sou designer. ;-)
Recentemente tive a ideia de usar um meme em uma palestra, pra descontrair um pouco. :-) Utilizei o Inkscape e, como as técnicas que utilizei são simples porém muito úteis (inclusive para outras aplicações), resolvi compartilhar o conhecimento -- daí criei o vídeo abaixo, um rápido screencast mostrando o processo (dica: veja em HD).
No vídeo abordo conceitos básicos do software como criação/visualização/sobreposição de camadas, alinhamento básico de objetos, criação de sombra, exportação para PNG e outros. Porém, todos superficialmente.
Esse vídeo foi útil para você? Espero que tenha gostado!
Em breve (principalmente depois que passar a PythonBrasil[8]) pretendo postar mais alguns vídeos voltados para divulgação do conhecimento, em especial sobre criação de vídeos utilizando software livre, em ambientes GNU/Linux. Aproveite para se inscrever no meu canal no YouTube!
Se você já desenvolve software em Python, o evento é obrigatório: é a reunião da comunidade brasileira, é a "festa da padroeira" dessa linguagem no Brasil; se você tem interesse em aprender sobre a linguagem, também é obrigatório: quer lugar melhor para encontrar excelentes pythonistas que no encontro nacional da comunidade? ;-) Além de grandes nomes nacionais, teremos também keynotes internacionais, como de praxe.
Além de tudo isso, o evento é uma ótima oportunidade para quem quer conhecer a cidade maravilhosa, suas praias, o Cristo Redentor e outras belezas daqui!
Se você pretende ir ao evento, faça sua inscrição agora e aproveite para votar nas palestras que quer assistir! A votação ficará aberta somente nessa semana e o resultado sairá no fim de semana. Aproveite também pois o novo valor (sem desconto) entrará em vigor em breve. Eu submeti quatro propostas de palestras - veja as descrições:
Na semana passada estive mais uma vez na Latinoware! Comecei a ir no evento, que é um dos maiores de software livre do Brasil, em 2010 e não perco um ano mais. ;-)
Lá ministrei duas palestras e um mini-curso, seguem os slides:
PyPLN: Processamento de Linguagem Natural com Python
Python: Tudo o que você já deveria saber sobre Unicode
Fui ao Fórum Internacional de Software Livre pela primeira vez em 2006 (foi o fisl7.0) e, apesar de eu já utilizar software livre na época (e até ter feito algumas palestras para divulgação do tema), foi um marco em minha vida. Minha visão sobre diversos assuntos mudou completamente, conheci várias empresas, pessoas e projetos muito interessantes. Isso também mudou o rumo da minha vida, de lá pra cá.
Em 2007 infelizmente não pude ir, mas desde 2008 faço questão de estar lá todo ano. Os motivos? Vários: é o maior evento de software livre da América Latina, existem vários amigos que só encontro lá, muita gente influente da área e empresas de peso comparecem (lançando novos projetos, recrutando etc.), aprende-se muito e eu gosto pra caramba de Porto Alegre. :-)
Como todo ano eu vou e costumo chamar pessoas que nunca foram, resolvi fazer o vídeo abaixo - assim fica público na Internet e até pessoas que não me conhecem podem ouvir meus argumentos e ficar com vontade de ir. ;-)
E aí, você foi convencido? Nos vemos em Porto Alegre!