sexta-feira, 31 de outubro de 2014

5 Dicas para Digitar Mais Rápido e Melhor

Mas por que, Turicas?

O simples fato de você usar muito o teclado, independente de sua profissão, já é um bom sinal de que você deveria aprender a usá-lo melhor, como você provavelmente faria com qualquer outra ferramenta de trabalho -- não basta ter boas ferramentas, temos que saber utilizá-las eficientemente (programadores, aprendam a digitar!).

TL; DR

Esse artigo é longo e poderia ser resumido na seguinte frase:

Digitar bem é questão de técnica e prática (um bom teclado também ajuda).

Mas se você quer realmente entender como digitar mais rápido e melhor, além de saber alguns detalhes maneiros ("cultura inútil"?), continue lendo as 5 dicas a seguir. :-)

Dica #1: Use os DEZ Dedos

Para começar, que tal usar toda a capacidade que você tem? ;-) Não usar os 10 dedos para digitar é como ocupar só parte dos leitos disponíveis de um hospital quando existem pacientes suficientes para ocupar todos. Não subutilize sua capacidade!

A posição correta dos dedos segue ilustrada:

Digitar corretamente é TÃO FÁCIL!
Norman Saksvig já sabia disso em 1.947
Foto por Crossett Library

Por padrão, você apoia seus dedos (com exceção dos dedões) na fileira principal, que é a que tem as letras "asdfghjklç" em um teclado padrão ABNT2 (falarei mais sobre o layout do teclado abaixo).

O dedo indicador é o único que toca duas teclas para a mesma fileira: o esquerdo toca as teclas "f" e "g" (fica "estacionado" na "f") e o direito toca "j" e "h" (fica "estacionado" na "j").

Dica #2: Não Olhe Para o Teclado

Confesso que fico inquieto quando vejo alguém "catando milho" (olhando para o teclado em busca da tecla desejada). O contrário de "catar milho" é "datilografar" (touch typing, em Inglês) e é isso que você precisa aprender! :-D

A razão da catação de milho é o desconhecimento sobre a posição das teclas e para contornar isso, segue uma dica infalível:

As teclas "f" e "j", onde você deve estacionar seus dedos indicadores, possuem ranhuras.

Tateando o teclado você consegue identificar onde colocar os dedos indicadores e, a partir da imagem da dica 1, você consegue posicionar os outros dedos também (existem até alguns adesivos que aumentam a ranhura para facilitar encontrar essas teclas, que são chamadas de home keys). Com isso, você consegue digitar todas as teclas da fileira principal sem olhar, bastando decorar a ordem das teclas e seus respectivos dedos.

Para as demais fileiras, basta deslocar os dedos para cima e para baixo: dessa forma, o dedo mindinho esquerdo digitará as teclas "a" na fileira principal, "q" na fileira acima e "z" na fileira abaixo.

Destaque para as ranhuras nas teclas 'f' e 'j' do meu Das Keyboard
Ranhuras do meu DasKeyboard Model S Ultimate

Como você pode perceber na foto acima, meu teclado não possui letras impressas -- não tê-las também ajuda bastante a não olhar para o teclado! ;-)

Os teclados físicos de celular (alguém lembra deles?) seguem a mesma lógica com relação a ranhuras (que também são bem úteis para cegos).

Destaque para a ranhura na tecla '5' do teclado do celular Nokia 3120
Ranhura na tecla "5" de um Nokia 3120

A tecla 5 também funciona como home key nos numpads, os teclados numéricos:

Destaque para a ranhura na tecla '5' de um teclado numérico
Ranhura na tecla "5" de um teclado numérico

No teclado numérico o dedo médio fica na tecla "5", o indicador na "4" e o anelar na "6". O "0" é digitado com o polegar, os sinais à direita com o mínimo e as demais teclas são digitadas deslocando-se os três dedos principais (indicador, médio e anelar).

Dica #3: Use um Bom Teclado

Saber digitar bem usando um teclado ruim não é algo prazeroso. Porém, definir se uma característica é boa ou ruim depende de cada um, é algo pessoal. Seguem as minhas preferências:

Características Desejáveis

  • Teclas bem separadas
  • Teclas ligeiramente côncavas
  • Teclas não tão pequenas (depende do tamanho de seu dedo)
  • Resposta boa (é o feedback que o teclado te dá ao apertar uma tecla -- o meu DasKeyboard, por exemplo, faz um "click")

Teclas separadas, côncavas e com tamanho adequado (para o meu gosto) do teclado do meu notebook Lenovo Z460
Teclado do notebook Lenovo Z460: exemplo de características desejáveis

Características Indesejáveis

  • "Fn" à esquerda de "Ctrl" e com variações de tamanho entre as teclas modificadoras ("Ctrl", "Win/Super", "Alt")
  • Setas, "Page Up" e "Page Down" em tamanho minúsculo
  • "Esc" e "Fn"s minúsculos
  • "Fn"s invertidos com funções multimídia
  • "Insert", "Delete", "Home" e "End" minúsculos e fora do posicionamento original ("Home" acima de "End", "Insert" acima de "Delete" e "Home" à direita de "Insert"); "Page Up" e "Page Down" também não estão nesse "grupo"

Características indesejáveis em um teclado
Características indesejáveis em um teclado

O teclado em questão é, ironicamente, também de um notebook Lenovo: dessa vez é de um Thinkpad.

Dica #4: Escolha um Bom Layout

Quem não usou PCs na década de 90 talvez não saiba que usamos layouts diferentes do (agora) onipresente ABNT2. O ABNT2 é só um dos diversos outros layouts possíveis e a boa notícia é que, independente do hardware do seu teclado, você pode trocar o layout através de uma configuração de software.

Obviamente, teclados já vem de fábrica com etiquetas nas teclas seguindo algum layout, mas você pode configurar seu sistema para identificar as teclas de forma diferente (isso só é ruim para quem cata milho ;-).

Layout Dvorak

Teclado antigo que troquei as teclas para o layout Dvorak
Teclado antigo que troquei as teclas para o layout Dvorak

Há alguns anos usei o layout Dvorak por algumas semanas e gostei bastante (um dia pretendo voltar a usá-lo), daí resolvi trocar as teclas de posição (só pra assustar quem tentava digitar nele ;-). Repare que nesse layout:

  • Das letras, as únicas que não foram trocadas (vindo de um layout ABNT2) são "a" e "m"
  • Todas as vogais são acessadas diretamente através da mão esquerda, sem precisar mudar de fileira (todas na fileira principal)
  • As home keys são as letras "u" e "h" (e não "f" e "j") e, por isso, fiz ranhuras nelas com um ferro de solda

Repare também que raspei o símbolo do Windows das duas teclas "Super". :-D

Usar um teclado com layout Dvorak foi uma experiência incrível: digitar é algo bastante natural para mim, mas quando me deparei com o Dvorak eu sabia apenas as posições das teclas "a" e "m" -- me senti inútil. Tive que reaprender a datilografar (achei mais difícil que aprender uma língua nova).

Eu cheguei a digitar em uma velocidade aceitável nele em 2010, mas na época ficava com Dvorak no desktop e ABNT2 no notebook, que me causou bastante confusão mental e me fez voltar 100% para o ABNT2 porque precisei de um pouco mais de produtividade naquele momento.

Mesmo não usando mais o Dvorak, recomendo fortemente testá-lo: ele foi criado na década de 20 por August Dvorak e é bem mais ergonômico e eficiente que um teclado ABNT2/QWERTY.

Layouts Personalizados

Além dos layouts pré-definidos, você pode fazer alterações em seu próprio layout também -- por exemplo, conheço desenvolvedores de software que:

  • Invertem o "caps lock" com o "ctrl" (preferem não usar "caps lock")
  • Invertem a ação do "shift" nas teclas numéricas ("!" é feito naturalmente e "1" é feito segurando "shift")

A configuração de layout e personalização varia de sistema para sistema. Para quem usa GNU/Linux, dê uma olhada no manual do arquivo de configuração .XCompose.

Dica #5: Treine, Treine, Treine!

De nada adianta saber toda essa teoria se você não pratica. Corrigir-se para usar os dedos corretos e fazer pequenos exercícios ajuda bastante no processo.

Uma forma bastante divertida e eficiente de treinar é usar o site TypeRacer, onde você consegue medir sua velocidade de digitação e ainda pode convidar amigos para "correr" contigo; dá pra ver sua evolução também através de um gráfico com o histórico de suas velocidades. Minha média no TypeRacer é de 82 palavras por minuto (WPM).

Se você fez um teste lá e acha 82 WPM um número alto, veja só esse vídeo:


Final do Campeonato DasKeyboard

Conclusão

Em resumo:

  • Saber usar o teclado (não olhar, usar os dez dedos)
  • Usar um bom teclado
  • Praticar

Boa digitação! o/

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Hackathon do SESI Cultura Digital 2014

As hackathons ("maratonas hacker"), também conhecidas como hack days, hack fests ou code fests são maratonas que envolvem desenvolvimento de algum software, em geral sobre um tema específico e com alguma premiação ao final. Em geral os grupos participantes possuem desenvolvedores de software, designers e administradores, remetendo à equipe de uma pequena empresa. Muitas hackathons visam resolver algum problema ou mesmo fomentar a criação de empresas startups na área-tema.

Desde que conheci o conceito gostei bastante, afinal é uma forma de incentivo a desenvolvimento de aplicativos inovadores, em geral com algum cunho social. Mesmo os grupos que não são premiados desenvolvem algum aplicativo, que pode ser útil ou até mesmo se tornar um negócio no futuro. Tenho visto várias hackathons relacionadas a dados abertos, que é um tema super interessante e, na minha visão, pode mudar a forma sobre como vivemos em sociedade.

Brasil.IO: Dados abertos para um Brasil mais ligado
Brasil.IO: meu projeto pessoal de dados abertos

Recentemente fui convidado pela organização do SESI Cultura Digital a ser tutor da Hackathon SESI Cultura Digital 2014, uma maratona com prêmios de R$ 20.000, R$ 10.000 e R$ 5.000 para os melhores projetos, podendo ser feitos por grupos de 3 a 5 pessoas. O objetivo dessa hackathon é fomentar o desenvolvimento de soluções ambientais para o estado do Rio de Janeiro, nos seguintes eixos temáticos:

Festival SESI de Cultura Digital 2014

Se você tem interesse, se inscreve logo pois as inscrições vão somente até dia 18 de outubro! Cada grupo participante receberá um Kit Arduino! o/

A minha tutoria será na área de fontes de dados relacionadas a monitoramento do ar e qualidade da água. Além da hackathon, o evento contará com várias outras atrações, como palestras e oficinas (também serei tutor de duas oficias de Arduino, que já estão lotadas!).

Os grupos terão dois dias (23 e 24 de outubro) para desenvolver um protótipo e terão de apresentá-los a uma banca avaliadora no dia 25. Durante os dias 23 e 24 serão feitas diversas apresentações para facilitar o trabalho dos grupos, bem como várias tutores estarão disponíveis para tirar dúvidas e colaborar no desenvolvimento dos protótipos.

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